terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Gravidez e o sagrado feminino


  As primeiras divindades reverenciadas possuíam o aspecto feminino, o que sugere que o homem primitivo cultuava a deusa. Prova disso são as inúmeras imagens em vários sítios históricos e arqueológicos que representavam a fertilidade, tanto da mulher como da terra.
 A tradição de Wicca busca essas antigas raízes ao cultuar a deusa como a expressão da Mãe Terra. Afinal, é sobre a terra que existimos, pois ela é a morada dos animais e das plantas. É dela que extraímos a água que bebemos, o ar que respiramos, os frutos que comemos.
 A associação da terra com o feminino se deve, sobretudo, ao aspecto da reprodução. Nos primórdios, o homem pré-histórico desconhecia o papel masculino na reprodução, mas conhecia muito bem o papel da mulher. Isso, por si só, envolve o feminino em uma aura sagrada, pois tal como a terra, que nos dá os frutos, a mulher nos dá a vida.
  Esse poder sagrado do feminino foi, aos poucos, se desfazendo, dando lugar a uma cultura patriarcal, fortalecida pelo cristianismo, que entre outras coisas, ajudou a valorizar os preconceitos contra o corpo da mulher e suas transformações. Exemplo maior disso é o sangramento menstrual, que passou a ser visto como algo impuro e sujo, diferentemente da visão matriarcal, que olhava o sangramento mensal das mulheres como uma fonte de poder.
 O mundo cristão patriarcal destruiu o mito do poder natural e feminino e com isso, a gravidez deixou de ser uma experiência espiritual profunda. Na visão patriarcal do mundo, a gravidez passa, inclusive a ser vista como fruto de uma prática pecaminosa, que é sexo. Logo, a gravidez carrega uma culpa  e a mulher é o depositário dessa culpa.

Não é à toa que neuroses e frustrações, como a depressão pós-parto passaram a fazer parte do cotidiano das mulheres que perderam o lado espiritual sublime ofertado pela natureza, cuja benção maior é a fecundação, a gestação e o parto. No mundo patriarcal, a gravidez, que faz da mulher o centro da vida, perde o seu significado sagrado. O papel de pai passa a ser mais importante e a mulher se transforma em mero instrumento de procriação, uma coadjuvante. Além disso, o aspecto telúrico é deixado de lado, pois o poder que emana da terra e da natureza é substituído pelo poder que vem do céu. Desse modo, a concepção, a gravidez e o parto passam a ser vistos como males necessários, meras impurezas materiais. O resultado ao longo dos séculos foi a cristalização de uma cultura de discrimanação e tormento para as mulheres, assim como a valorização da violência e dos valores da competição. Da mesma forma que uma mulher passa a ser vista como um mero instrumental, o mesmo se aplica à natureza, cujo propósito não poderia ser outro a não ser  a não ser de mero instrumento. Mesmo que à custa de sua degradação. O resultado é o colapso ambiental que vivemos.
  Mas a cultura da deusa e do feminino sagrado estão ressurgindo. Nos anos 1960, milhões de pessoas recusaram a guerra e o consumismo desenfreado e buscaram novas formas de vivência. O legado ainda está vivo e não apenas nos aspectos religiosos, mas também no comportamento de milhões de pessoas que atuam na luta ecológica e na valorização da paz, da convivência na diversidade, da cultura, das artes,e, acima de tudo, no respeito a todas as outras formas de vida no planeta, a nossa Mãe Terra.


Ritual de Ísis para a gravidez





Das deusas antigas, Ísis é representada, ora com chifres de vaca, ora como uma vaca. Essa representação possui forte significado, já que a vaca é relacionada ao leite, cconsequentemente acaba se referindo à amamentação. Na tradição de Wicca, há um ritual para Ísis destinado a garantir uma gravidez energeticamente positiva.

Material a ser usado:

* Um objeto circular, plano e dourado para representar o disco da deusa (pode ser uma moeda como as de R$ 0,25 centavos).
* Um copo virgem com leite

Como fazer o ritual:

Coloque o objeto circular dourado dentro do copo com leite. Molhe seu dedo médio da mão esquerda no leite.
Coloque então uma gota de leite em cada seio e na barriga.
Enquanto realiza esse procedimento invoque a deusa Ísis, dizendo:

"Ísis, mantenha esse bebê são dentro de mim e mantenha-me sempre segura para protegê-lo. Bendito no ventre, bendito no mundo."

Ao término da invocação, beba o leite e visualize a bênção de Ísis, derramando-se sobre você e o bebê.

Dica importante:  Caso você use uma moeda, lave-a bem, deixando-a de molho com água e sal grosso de um dia para o outro. Desse modo, você estará retirando toda a energia negativa da  moeda, já que não podemos esquecer que ela passa de mão em mão.

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